Antes de prosseguir no desenvolvimento da doutrina da predestinação, vamos primeiro conhecer um pouco dessa vasta e histórica doutrina, e também sua definição. Doutrina esta que causou fissuras irreparáveis no seio da igreja da época e que em muitos casos perduram até o dia de hoje.
Calvino e sua origem
João Calvino, (para uns um grande teólogo, mas para outros nem tanto do cristianismo) nasceu na cidade de Noyon, Picardia, França aos 10 de julho de 1509. Era Noyon cidade episcopal, povoada de igrejas e conventos e onde padres e frades moviam-se em plena liberdade. Por isso a denominavam de “Noyon” a “Santa”.
O seu pai se chamava Geraldo Chauvim, que se pronuncia Cauvin no dialeto picardo, como forma nos informa Ferdinand Rossignol, no seu livro Les Protestants Ilustres (Paris, 1862).
O nome Calvino usado mundialmente pelo reformador, era a forma do latim de Calvinus. Também usou algumas vezes o anagrama Allcuino. Geraldo tornou-se pai de quatro filhos – Carlos, João (Calvino), Antônio e Francisco, além de duas filhas, uma por nome de Maria e outra, cujo nome se ignora.
Dedicado aos seus estudos e de notável inteligência João Calvino abandonou o curso de direito e converteu-se completamente, e logo multidões se reuniam para ouvir suas sábias mensagens sem o formalismo da igreja romana. (¹)
Predestinação e sua definição
Entende-se por predestinação do ponto de vista literário, destinar de antemão; escolher desde toda a eternidade (os justos); destinar a grandes feitos. (²)
Do ponto de vista divino de observação, porém , predestinação segundo se depreende, assume um caráter de profundo significado e de infinito alcance. Tal expressão vem do grego “proordzo”, que literalmente, significa “assinalar de antemão”, visto que o vocábulo grego “oridzo” que dizer “dividir com fronteira” (entre o escolhido e o rejeitado), “limitar”, “definir”.
A preposição grega “por” faz essa palavra indicar uma atividade feita de antemão. O termo grego “proordzo” com a idéia de predestinação aparece por seis vezes em o Novo Testamento. Uma vez é traduzido por “... ordenou antes...” (1 Cor. 2, 7), outra, por “...anteriormente determinado...” (At. 4. 28), e quatro vezes por “destinar” (Rm. 8. 28; Ef. 1. 5, 11).
Em algumas passagens do NT a palavra predestinação assume também em si a idéia de eleição; e com tal sentido, gravita da seguinte forma; verbo eleger (19 textos), com o adjetivo eleito (23 textos) e com o substantivo eleição (7 textos).
Analisando a Predestinação e suas formas
Calvinismo – Predestinação incondicional
Calvino recebeu as primeiras informações da “predestinação” por meio de Agostinho. Agostinho ensinava que: “Deus criou o homem como um ser puro e à sua imagem, e o dotou de livre-arbítrio, porém o homem após a queda perdeu o livre-arbítrio. “O homem foi tentado e caiu. “Nele pecou a humanidade inteira”.
Dizia Calvino: “Porque eles são criados todos com o mesmo destino; mas para alguns é preordenada a vida eterna, e para outros, a condenação eterna. Por tanto (defendia Calvino), sendo criada cada criatura para um ou outro destes fins,... dizemos que é predestinação ou para a vida ou para a morte”. (¹)
A influência calvinista da predestinação incondicional (Calvino assim a sistematizou) influenciou toda a Europa. E um de seus ilustres seguidores foi Charles Haddom Spurgeon; e, certa ocasião ministrava aulas aos seus alunos disse: “Nesta congregação somos batistas – ou pelo menos a maioria de nós o é...
Spurgeon faz referência aos escritos de Calvino; “Abro agora este antigo livro (As Institutas) e encontro no seu terceiro artigo, o seguinte: Por decreto de Deus, tendo em vista a manifestação da sua glória, alguns homens e anjos foram ordenados de antemão para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo, para louvor de sua gloriosa graça; e quanto aos demais, foi-lhes permitido continuarem em seus pecados, tendo em vista a sua justa condenação, para louvor da gloriosa justiça divina. (¹)
Arminianismo - predestinação condicional
James Arminius era um distinto pastor e professor holandês, cuja formação teológica havia sido profundamente calvinista. De fato, boa parte de seus estudos ocorreram em Genebra, sob a direção de Teodoro de Beza, o sucessor de Calvino nessa cidade. Arminio ao voltar de Genebra, Suíça, para Holanda ocupou um importante púlpito em Amsterdam e logo sua fama se espalhou.
Devido a essa fama e ao seu prestígio como estudioso da Bíblia e da teologia, os dirigentes da igreja de Amsterdam pediram à Armínio que refutassem as opiniões do teólogo Dirck Koornhert, que havia atacado algumas das principais doutrinas calvinistas, particularmente, no que diz respeito à predestinação.
Com o propósito de refutar Koornhert, Armínio estudou seus escritos e dedicou-se a compará-los com as Escrituras, com a teologia dos primeiros séculos da igreja e com vários dos principais teólogos protestantes.
Por fim, depois de profundas lutas de consciência, chegou à conclusão de que Koornhert tinha razão. Armínio passou a fazer objeções fortíssimas às idéias de Calvino sobre a predestinação incondicional, tendo se opondo a ele nesse ponto. Posto que em 1603 Armínio tornou-se professor de teologia da Universidade de Leyden, suas idéias foram publicamente reveladas. Havia um colega da mesma universidade, Francisco Gomaro, que era partidário extremista da predestinação e, portanto, o conflito era inevitável. O ponto principal de desacordo entre Armínio e Gomaro não era se havia ou não predestinação. Ambos concordavam que as Escrituras falam de predestinação. O que se debatia era mais a base dessa predestinação.
Segundo Armínio, Deus predestinou os eleitos porque sabia, de antemão, que teriam fé em Jesus Cristo.
Segundo Gomaro, Deus predestinou a alguns a terem essa fé. Antes da criação do mundo, a vontade soberana de Deus determinou quem se salvaria e quem não.
Foi assim segundo os historiadores, que James Arminius, calvinista de boa qualidade, deu o nome a doutrina que veio a ser a antítese do calvinismo, o arminianismo.
Os defensores
O salmista Davi responde por que o ímpio será destruído no dia do mal. Ele diz: “SE o homem não se converter, Deus afiará a sua espada; já tem armado o seu arco, e está aparelhado. E já para ele preparou armas mortais...” (Sl 7. 12, 13a).
Como acabamos de ler acima, Davi compreendia muito bem o destino daqueles que não se convertessem de seus maus caminhos, logo ele cria na necessidade do homem cooperar para obtenção da salvação. Outros grandes homens do passado também compartilhavam desse mesmo argumento, vejamos:
John Wesley, o grande pregador e reformador Metodista, era de caráter arminiana e seus ensinos a respeito era voltado para predestinação condicional. Ele assim definiu:
“A Escritura nos diz claramente o que é predestinação – é Deus designar de antemão para a salvação os crentes obedientes, não sem conhecer antecipadamente todas as obras deles, mas segundo sua presciência dessas obras, desde a fundação do século”.
Como bem expõe (continua John Wesley) o apóstolo, Paulo: “Por que os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho...” (Rm 8. 29a).
As lutas de Calvino em ralação a predestinação incondicional não vigorou da forma que queria o reformado, Calvino teve de enfrentar outros grandes opositores, além do maior deles “James Arminius”.
Sebastião Castellion foi um dos grandes opositores, que se tornou conhecido graças às suas relações e contendas com o reformador francês. Sebastian Castellion chegara até mesmo residir na casa de Calvino.
Dados aos estudos filosóficos tornou-se competente em latim, grego e Hebraico. Escreveu muito, fez duas versões do Pentateuco e traduziu os Salmos e outros trechos poéticos do AT. Começou em Genebra a tradução da Bíblia para o latim, que terminou em Basiléia em 1551, dedicando-a a Eduardo VI, da Inglaterra.
Quando em genebra, começou a discórdia com Calvino. Não concordava com aquela severidade da disciplina, nem com certas opiniões teológicas de Calvino, principalmente em referência a predestinação incondicional.
Jerônimo Bolsec. Caso mais grave que o de Castelliun é o de Bolsec.
Jerônimo Bolsec era parisiense, Em Ferrara contraiu matrimônio e dedicou-se à profição médica. Pelo seu gênio violento, contudo veio a ser, expelido da corte da duquesa onde residira.
Começou a inclinar para a Teologia e atacou a doutrina da predestinação incondicional. Em uma sexta-feira em que havia conferência em São Pedro e tinham a palavra os que a solicitavam, pregava um orador sobre a ‘predestinação’, no evangelho de João, 7. 47, quando Bolsec o interrompeu, dizendo que os homens não são salvos por terem sidos eleitos, mas são eleitos por terem fé. Declarando-se assim inimigo de Calvino e de suas idéias.
Miguel Serveto. Servetus em latim era um perfeito demolidor com seus conceitos panteístas. Negava a doutrina da predestinação e considerava a “Predestinação incondicional” que Calvino pregava puro absurdo, considerava um grande erro a doutrina da escravidão da vontade, que vinha tornar os homens ociosos, desprezando a oração e as obras. Servetus afirmava ainda: Deus dá liberdades a todos, mas a nossa impiedade converte a liberdade em servidão. A doutrina da “depravação total”, dizia ele: “é uma blasfêmia”.
Posicionamento a respeito da Predestinação Condicional
A Predestinação é Condicional
Predestinação Condicional: Deus predestinou os eleitos (Todos nós somos eleitos para sermos salvos, desde que permaneçamos fieis a palavra de Deus) porque sabia, de antemão, que teriam fé em Jesus Cristo; se diz condicional por que a salvação depende da ação mutua do homem e de DEUS (Tg. 4. 8) na vida das pessoas, para gerar a salvação, A Graça da parte de DEUS e a obediência, esforço, combate contra o pecado da parte do homem.
Ou Predestinação Incondicional: Deus predestinou a alguns a terem essa fé, a vontade soberana de Deus determinou quem se salvaria e quem iria para o inferno. O homem após a queda se tornou tão decaído que perdeu a condição ou capacidade de escolher o que certo ou errado, ou seja, a salvação depende exclusivamente de Deus, o homem não pode fazer nada para obter a salvação.
Salvação
Segunda a Bíblia a escolha para a salvação foi primeiramente coletiva – Deus elegeu em Cristo Jesus o seu povo (Ef 1. 4, 5; 1 Pe 1. 2.9) “Como, também, nos elegeu nele, antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis, diante dele em amor”. O plano de salvação abrange todos os indivíduos que vão aceitando de livre vontade a Cristo como Salvador por meio da fé. Em 1 Tm 2, 4 diz: “Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”, o Apostolo João (Jo 1, 12) enfatiza que “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Nós efetivamente nos tornamos filhos de Deus e parte integrante do povo eleito a partir desse momento, momento esse o qual levantamos nossas mãos e o aceitamos como único e suficiente Salvador de todos os que nELE crêem.
A Escolha
Deus em sua soberana vontade pode muito bem escolher alguns indivíduos para planos específicos no ministério eclesiástico, Sanção, Saul e Judas Iscariotes, todos foram escolhidos por Deus, mas sabemos que o fim dos três foi drástico. Se de acordo com os calvinistas a eleição deles por parte Deus é uma eleição incondicional eles teriam que ter sidos salvos, pois, foram eleitos, mas o que lemos nas Escrituras é que os três se suicidaram destruindo o templo do Espírito Santo e trazendo sobre eles a condenação eterna. Eles escolheram este caminho, não foram obrigados por nenhuma força burra, para tal ato.
Livre Arbítrio
Paulo enfatiza que a manutenção da nossa salvação depende de nossa cooperação “TAMBÉM vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. Pelo qual, também, sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão. Notemos que Paulo afirma que a manutenção da salvação está condicionada à obediência ao evangelho de Jesus Cristo. Conclusão, DEUS não faz acepção de pessoas At 10. 34, “Abraão perguntou-lhe “Não faria justiça o juiz de toda terra?” Gn 18. 25. O justo Juiz, pois, negaria a sua justiça condenando indivíduos ao inferno antes da fundação do mundo?
Conclusão
Mediante leitura de livros e contatos com pessoas de diversas denominações sempre soube que encontraria pessoas com pensamentos e doutrinas diferentes das que vivo e prego. Contudo jamais aceitarei que doutrinas heréticas que ao invés de produzir frutos nas pessoas trazem ruína a vida daqueles incautos que aderem a tais pensamentos. Em pleno século XXI, é cada vez menor a comunidade que reconhecem na predestinação incondicional uma doutrina bíblica, como também algo lógico e aceitável na mente humana. A ‘teoria da predestinação incondicional’ ou ‘calvinismo’ assim a reconheço, envolve as pessoas em dificuldades agonizantes de primeira grandeza. Faz com que Deus se transforme num tipo de terrorista que vai por ai distribuindo tortura e desastre, e até mesmo exigindo que as pessoas façam coisas que a própria Bíblia diz que Deus condena.
Há alguns anos um jovem ‘louco’ entrou armado em uma sala de cinema num shopping em São Paulo, e atirou a esmo, matando e ferindo muitas pessoas. De acordo com o calvinismo, embora Deus não goste de coisas desse tipo, Ele a decretou assim mesmo. E não importam quantos livros, artigos etc. vão ser publicados pelos calvinistas, não há maneira de limpar a reputação de Deus, num caso assim.
Não é preciso pensar muito para responder por que muita gente ao defrontar com esse tipo pensamento teológico torna-se descrente, ateu e outras aberrações que me restrinjo a citá-las aqui.
Em minha opinião, a Bíblia não ensina isto. É lógico que Deus busca energicamente o cumprimento de Sua vontade para o mundo e para as pessoas como diz o texto de Ef. 1, 11. Mas, isto não significa que a vontade de Deus seja feita, de fato em todos os momentos. Bem ao contrario, Jesus deixou claro que os fariseus “rejeitara, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus” (Lc. 7:30). Deus não quer que alguns se percam, entretanto, alguns se perdem. Deus não quer que maridos batam em suas esposas, no entanto o que vemos nos noticiários é que isso acontece.
A Bíblia é enfática ao afirmar: Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. (I Timóteo 2: 4). Se a predestinação incondicional é verdadeira por que a Bíblia ordena e exorta os homens a vigiarem, santificarem, orarem etc. Não pode ser verdadeira diante de versículos como estes, (Gn. 6: 9: 10; Is. 1: 16-17; Am. 5. 15; Rm. 12: 17; Hb. 13:16).
Em Atos 10: 34 vemos que não faz acepção de pessoas. No Areópago em Atenas, Paulo anunciou que o Senhor deseja que toda a humanidade se arrependa, pois haverá um juízo para todos os homens. Assim Paulo falou: Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam.
O nosso Salvador quer “... que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.
Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo (1 Tm 2: 4, 5, 6).
Se houvesse a dupla predestinação, ou seja, os escolhidos para o céu, e os não escolhidos para a perdição, o inferno não teria sido preparado para o diabo e seus anjos, como diz Mateus 25.41. Este versículo teria outro enunciado: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado desde a fundação do mundo para o diabo e seus anjos, e para todos os não eleitos". Ora, os homens são jogados no lago de fogo e enxofre em conseqüência de uma decisão por eles tomada em vida, a decisão (livre-arbítrio) de não seguir o caminho estreito.
A predestinação e a eleição dizem respeito ao corpo coletivo de Cristo (a verdadeira igreja), e somente alcançam os que tomam parte neste corpo mediante a fé viva em Jesus Cristo (At 2.38-41; 16.31). Como está dito à p. 1890 da Bíblia de Estudos Pentecostal, "no tocante à eleição e predestinação, podemos aplicar a analogia de um grande navio viajando para o céu. Deus escolhe o navio (a igreja) para ser sua própria nau. Cristo é o Capitão e Piloto desse navio. Todos os que desejam estar nesse navio eleito, podem fazê-lo mediante a fé viva em Cristo. Enquanto permanecerem no navio, acompanhando seu Capitão, estarão entre os eleitos. Caso alguém abandone o navio e o seu Capitão, deixará de ser um dos eleitos. A predestinação concerne ao destino do navio e ao que Deus preparou para quem nele permanece. Deus convida todos a entrar a bordo do navio eleito mediante Jesus Cristo". Como veremos a seguir, muitas são as advertências para que ninguém saia do navio; caso alguém não permaneça nele, não chegará ao porto seguro.
EFÉSIOS 1. 3 – 23
No referido texto há pontos que diz respeito a varias e importantes doutrinas do cristianismo, mas decidi optar por um ponto que a meu ver, o texto informa mais. Não vou dar um título a esse comentário, pois creio que no desenvolvimento deste, ficará claro o que quero expressar ou a verdade bíblica que quero mostrar.
No versículo 3, Paulo diz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais EM CRISTO”. Partindo do pressuposto que só recebemos tais bênçãos espirituais na pessoa de Jesus Cristo como nos diz o texto, logo quem não vive o evangelho de Cristo não usufrui delas. Correto? Pois bem, devemos ainda notar que o propósito imediato de Paulo ao escrever esta carta esta declarado em Ef. 1. 15-17, que em oração, pedia para que seus leitores crescessem na fé, no amor, na sabedoria e na revelação de Deus. Já de inicio percebemos que o homem possui condições através da oração de mudar trajetórias de vidas inteiras. Somos livres para escolhermos o que achamos ser o melhor para nós. A oração é um forte argumento a favor do livre arbítrio, pois se não fossemos livres do que adiantaria as orações do Apostolo Paulo aos Efésios bem como as orações de todos os apóstolos. Há ainda, o próprio Jesus ensinando-nos a orar.
“Como também nos elegeu NELE” (1:4-5). Deus elege ou reprova com base na fé ou na incredulidade em Jesus Cristo. O texto claramente nos mostra que somos eleitos “Nele”, em Jesus. É como se estivéssemos em um grande barco, em quanto estivermos a bordo do barco somos predestinados ou eleitos para céu, mas se decidirmos sair então não há mais a possibilidade de sermos eleitos nele, pois o abandonamos, bem como o seu sacrifício na cruz foi negado. Se somos eleitos NELE, logo temos que estar NELE por meio da obediência a sua palavra.
Eleição é a conseqüência da presciência de Deus. Por definição, os ELEITOS são aqueles que Deus infalivelmente prevê que serão salvos (Rm 8,28-30). Por esta definição, é impossível que o eleito se perca, pois Deus sabe previamente quem não se perderá. Mas desde que a eleição depende da presciência infalível de Deus, nós não temos meios de saber se estamos ou não nesta categoria - Deus conhece os Seus eleitos, mas nós não. Os eleitos são predestinados no sentido de que Deus sabe, e assim permite pela graça, os que serão salvos.
"Em amor nos predestinou para ELE, para a adoção dos filhos" (1:4-5). Os cristãos são filhos de Deus por adoção. A adoção é sempre questão de escolha pessoal, enquanto o filho que vem pela natureza tem que ser aceito quando vem. Deus "predestinou" alguns deles para adoção. Ele determinou desde antes do começo do mundo que adotaria todos os que estão em Cristo. A adoção por Deus não é apenas uma adoção por acaso. É uma escolha feita "por meio de Jesus Cristo". Se respondermos em obediência ao evangelho de seu Filho, Deus nos adota. Mas se não permanecermos está escrito que: "Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, como o ramo, e secará; tais ramos são apanhados, lançados no fogo e se queimam" (Jo 15.6). O pronome “Se” sugere duvida, ou seja, há possibilidade de permanecermos fiéis ou não, tudo é questão de escolha própria.
Deus não poderia ter predestinado o que obstrui e vai contra a sua finalidade na criação, como também a nós. Se Deus tivesse predestinado a queda de Lúcifer e de Adão ou de qualquer outro personagem bíblico Ele de hipótese alguma poderia ter lamentado o mal resultado de sua própria predeterminação à criação. Pois é muito conhecido que Deus, ao ver o homem decaído, arrependeu-se de tê-lo feito na terra: “Então se arrependeu o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração” (Gn 6. 6). Posteriormente vendo Deus a deslealdade de Saul, arrependeu-se de tê-lo feito rei: “Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as minhas palavras. Então Samuel se contristou, e toda a noite clamou ao SENHOR” (1 Sm. 15. 11).
Isto demonstra que estes e outros acontecimentos similares não foram resultado da predestinação de Deus. Estes maus resultados ocorreram e ocorrem por causa primaria da falha do homem em cumprir sua porção de responsabilidade em cumprir as ordens da palavra de Deus. A parte “b” desse versículo diz: “... porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as minhas palavras”.
Há ainda uma fala maravilhosa do Senhor Jesus: "Ele dará a cada um segundo as suas obras." Se as obras de cada um já estivessem determinadas de antemão, que estaria então recebendo essa pessoa, se o que fez não foi por vontade própria?
Perguntaram a Jesus qual era o “Grande Mandamento da Lei”. Sua resposta coloca o fundamento para a obediência a todos os mandamentos de Deus: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento” (Mateus 22:36-38). Como disse anteriormente Deus não poderia ter predestinado o que obstrui suas ordens. Ele ordenou que nós o amassemos. Será que Ele caiu em contradição? Essa “lei” não é a lei de Moisés como alguns podem pensar, mas uma ordem “lei” Divina para nós.
Por fim, o pensamento calvinista a respeito desse assunto está longe, muito longe da verdadeira experiência das pessoas de carne e osso, até mesmo quando essas pessoas são calvinistas, sendo esta mais uma grande razão para crermos que o calvinismo é um erro.
Mais referências:
At. 17. 30 – “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam”...
O objetivo de Deus é sempre TODOS, isto é um testemunho riquíssimo do amor de Deus.
Mt. 7. 24 – “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha”...
Mt. 10. 32 – “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus”.
Mt. 11. 28 – “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.
Mc. 16. 15 – “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
1 - SILVA,Severino Pedro. A Doutrina da Predestinação - Livre Arbítrio.CPAD 1989
terça-feira, 21 de setembro de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
DISSERTAÇÃO DE: EFÉSIOS 1. 3 – 23
No referido texto há pontos que diz respeito a varias e importantes doutrinas do cristianismo, mas decidi optar por um ponto que a meu ver, o texto informa mais. Não vou dar um título a esse comentário, pois creio que no desenvolvimento deste, ficará claro o que quero expressar ou a verdade bíblica que quero mostrar.
No versículo 3, Paulo diz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais EM CRISTO”. Partindo do pressuposto que só recebemos tais bênçãos espirituais na pessoa de Jesus Cristo como nos diz o texto, logo quem não vive o evangelho de Cristo não usufrui delas. Correto? Pois bem, devemos ainda notar que o propósito imediato de Paulo ao escrever esta carta esta declarado em Ef. 1. 15-17, que em oração, pedia para que seus leitores crescessem na fé, no amor, na sabedoria e na revelação de Deus. Já de inicio percebemos que o homem possui condições através da oração de mudar trajetórias de vidas inteiras. Somos livres para escolhermos o que achamos ser o melhor para nós. A oração é um forte argumento a favor do livre arbítrio, pois se não fossemos livres do que adiantaria as orações do Apostolo Paulo aos Efésios bem como as orações de todos os apóstolos. Há ainda, o próprio Jesus ensinando-nos a orar.
“Como também nos elegeu NELE” (1:4-5). Deus elege ou reprova com base na fé ou na incredulidade em Jesus Cristo. O texto claramente nos mostra que somos eleitos “Nele”, em Jesus. É como se estivéssemos em um grande barco, em quanto estivermos a bordo do barco somos predestinados ou eleitos para céu, mas se decidirmos sair então não há mais a possibilidade sermos eleitos nele, pois o abandonamos, bem como o seu sacrifício na cruz foi negado. Se somos eleitos NELE, logo temos que estar NELE por meio da obediência a sua palavra.
Eleição é a conseqüência da presciência de Deus. Por definição, os ELEITOS são aqueles que Deus infalivelmente prevê que serão salvos (Rm 8,28-30). Por esta definição, é impossível que o eleito se perca, pois Deus sabe previamente quem não se perderá. Mas desde que a eleição depende da presciência infalível de Deus, nós não temos meios de saber se estamos ou não nesta categoria - Deus conhece os Seus eleitos, mas nós não. Os eleitos são predestinados no sentido de que Deus sabe, e assim permite pela graça, os que serão salvos.
"Em amor nos predestinou para ELE, para a adoção dos filhos" (1:4-5). Os cristãos são filhos de Deus por adoção. A adoção é sempre questão de escolha pessoal, enquanto o filho que vem pela natureza tem que ser aceito quando vem. Deus "predestinou" alguns deles para adoção. Ele determinou desde antes do começo do mundo que adotaria todos os que estão em Cristo. A adoção por Deus não é apenas uma adoção por acaso. É uma escolha feita "por meio de Jesus Cristo". Se respondermos em obediência ao evangelho de seu Filho, Deus nos adota. Mas se não permanecermos está escrito que: "Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, como o ramo, e secará; tais ramos são apanhados, lançados no fogo e se queimam" (Jo 15.6). O pronome “Se” sugere duvida, ou seja, há possibilidade de permanecermos fiéis ou não, tudo é questão de escolha própria.
Deus não poderia ter predestinado o que obstrui e vai contra a sua finalidade na criação, como também a nós. Se Deus tivesse predestinado a queda de Lúcifer e de Adão ou de qualquer outro personagem bíblico Ele de hipótese alguma poderia ter lamentado o mal resultado de sua própria predeterminação à criação. Pois é muito conhecido que Deus, ao ver o homem decaído, arrependeu-se de tê-lo feito na terra: “Então se arrependeu o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração” (Gn 6. 6). Posteriormente vendo Deus a deslealdade de Saul, arrependeu-se de tê-lo feito rei: “Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as minhas palavras. Então Samuel se contristou, e toda a noite clamou ao SENHOR” (1 Sm. 15. 11).
Isto demonstra que estes e outros acontecimentos similares não foram resultado da predestinação de Deus. Estes maus resultados ocorreram e ocorrem por causa primaria da falha do homem em cumprir sua porção de responsabilidade em cumprir as ordens da palavra de Deus. A parte “b” desse versículo diz: “... porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as minhas palavras”.
Há ainda uma fala maravilhosa do Senhor Jesus: "Ele dará a cada um segundo as suas obras." Se as obras de cada um já estivessem determinadas de antemão, que estaria então recebendo essa pessoa, se o que fez não foi por vontade própria?
Perguntaram a Jesus qual era o “Grande Mandamento da Lei”. Sua resposta coloca o fundamento para a obediência a todos os mandamentos de Deus: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento” (Mateus 22:36-38). Como disse anteriormente Deus não poderia ter predestinado o que obstrui suas ordens. Ele ordenou que nós o amassemos. Será que Ele caiu em contradição? Essa “lei” não é a lei de Moisés como alguns podem pensar, mas uma ordem “lei” Divina para nós.
No referido texto há pontos que diz respeito a varias e importantes doutrinas do cristianismo, mas decidi optar por um ponto que a meu ver, o texto informa mais. Não vou dar um título a esse comentário, pois creio que no desenvolvimento deste, ficará claro o que quero expressar ou a verdade bíblica que quero mostrar.
No versículo 3, Paulo diz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais EM CRISTO”. Partindo do pressuposto que só recebemos tais bênçãos espirituais na pessoa de Jesus Cristo como nos diz o texto, logo quem não vive o evangelho de Cristo não usufrui delas. Correto? Pois bem, devemos ainda notar que o propósito imediato de Paulo ao escrever esta carta esta declarado em Ef. 1. 15-17, que em oração, pedia para que seus leitores crescessem na fé, no amor, na sabedoria e na revelação de Deus. Já de inicio percebemos que o homem possui condições através da oração de mudar trajetórias de vidas inteiras. Somos livres para escolhermos o que achamos ser o melhor para nós. A oração é um forte argumento a favor do livre arbítrio, pois se não fossemos livres do que adiantaria as orações do Apostolo Paulo aos Efésios bem como as orações de todos os apóstolos. Há ainda, o próprio Jesus ensinando-nos a orar.
“Como também nos elegeu NELE” (1:4-5). Deus elege ou reprova com base na fé ou na incredulidade em Jesus Cristo. O texto claramente nos mostra que somos eleitos “Nele”, em Jesus. É como se estivéssemos em um grande barco, em quanto estivermos a bordo do barco somos predestinados ou eleitos para céu, mas se decidirmos sair então não há mais a possibilidade sermos eleitos nele, pois o abandonamos, bem como o seu sacrifício na cruz foi negado. Se somos eleitos NELE, logo temos que estar NELE por meio da obediência a sua palavra.
Eleição é a conseqüência da presciência de Deus. Por definição, os ELEITOS são aqueles que Deus infalivelmente prevê que serão salvos (Rm 8,28-30). Por esta definição, é impossível que o eleito se perca, pois Deus sabe previamente quem não se perderá. Mas desde que a eleição depende da presciência infalível de Deus, nós não temos meios de saber se estamos ou não nesta categoria - Deus conhece os Seus eleitos, mas nós não. Os eleitos são predestinados no sentido de que Deus sabe, e assim permite pela graça, os que serão salvos.
"Em amor nos predestinou para ELE, para a adoção dos filhos" (1:4-5). Os cristãos são filhos de Deus por adoção. A adoção é sempre questão de escolha pessoal, enquanto o filho que vem pela natureza tem que ser aceito quando vem. Deus "predestinou" alguns deles para adoção. Ele determinou desde antes do começo do mundo que adotaria todos os que estão em Cristo. A adoção por Deus não é apenas uma adoção por acaso. É uma escolha feita "por meio de Jesus Cristo". Se respondermos em obediência ao evangelho de seu Filho, Deus nos adota. Mas se não permanecermos está escrito que: "Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, como o ramo, e secará; tais ramos são apanhados, lançados no fogo e se queimam" (Jo 15.6). O pronome “Se” sugere duvida, ou seja, há possibilidade de permanecermos fiéis ou não, tudo é questão de escolha própria.
Deus não poderia ter predestinado o que obstrui e vai contra a sua finalidade na criação, como também a nós. Se Deus tivesse predestinado a queda de Lúcifer e de Adão ou de qualquer outro personagem bíblico Ele de hipótese alguma poderia ter lamentado o mal resultado de sua própria predeterminação à criação. Pois é muito conhecido que Deus, ao ver o homem decaído, arrependeu-se de tê-lo feito na terra: “Então se arrependeu o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração” (Gn 6. 6). Posteriormente vendo Deus a deslealdade de Saul, arrependeu-se de tê-lo feito rei: “Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as minhas palavras. Então Samuel se contristou, e toda a noite clamou ao SENHOR” (1 Sm. 15. 11).
Isto demonstra que estes e outros acontecimentos similares não foram resultado da predestinação de Deus. Estes maus resultados ocorreram e ocorrem por causa primaria da falha do homem em cumprir sua porção de responsabilidade em cumprir as ordens da palavra de Deus. A parte “b” desse versículo diz: “... porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as minhas palavras”.
Há ainda uma fala maravilhosa do Senhor Jesus: "Ele dará a cada um segundo as suas obras." Se as obras de cada um já estivessem determinadas de antemão, que estaria então recebendo essa pessoa, se o que fez não foi por vontade própria?
Perguntaram a Jesus qual era o “Grande Mandamento da Lei”. Sua resposta coloca o fundamento para a obediência a todos os mandamentos de Deus: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento” (Mateus 22:36-38). Como disse anteriormente Deus não poderia ter predestinado o que obstrui suas ordens. Ele ordenou que nós o amassemos. Será que Ele caiu em contradição? Essa “lei” não é a lei de Moisés como alguns podem pensar, mas uma ordem “lei” Divina para nós.
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